segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Eu beijei aquela boca vermelha

Eu beijei aquela boca vermelha
Era feito fogo de tão quente
Senti ser atingido por uma telha
Com este beijo tão caliente

E aquela boca me ficou na lembrança
Marcas dela por todo o meu pescoço
Como doce desejado por uma criança
Cada mordida me deixava menos moço

Agora eu sonho com aquela cena
Acordo com uma tamanha frustração
E saudades daquela boca tão pequena

Se eu encontrá-la em outra ocasião
Não pensarei uma segunda vez
Beijarei até não sobrar rubidez

20.10.2012

por: Antonio Lima Júnior

sábado, 12 de dezembro de 2015

paredes

um galão de tinta
pra cada amor em vão
e eu pintarei minha casa
na rua da solidão

16.06.2014

por: Antonio Lima Júnior

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

terno pós-moderno

faço um casaco
com a pele
do cassaco
quem diria
que a poesia
seria um saco

14.10.2014

por: Antonio Lima Júnior